INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial
|
Governo de Portugal - Justiça
  • INPI
  • Propriedade Industrial
 
  • Marcas
  • Patentes
  • Design
  • Contactos
Símbolo de Acessibilidade à Web. [D] Twitter Facebook
 

Valorização da PI

Gestão e Avaliação de Patentes


O que é um portfolio de patentes?
Um portfolio de patentes é uma carteira ou conjunto de patentes pertencentes a uma determinada pessoa singular ou colectiva. Uma adequada e eficaz gestão do seu portfolio de patentes e a sua comparação e análise com o portfolio de patentes dos seus concorrentes ajudá-lo-á a determinar melhor o valor económico da sua carteira de direitos e aumentará a sua competitividade.

O que é o “valor da patente”?
O “valor da patente” está relacionado com o seu potencial de valorização e exploração económica. Essa valorização e exploração económica, por regra, opera-se por uma de três formas: pela incorporação da patente no negócio do seu titular, ou seja, pela exploração directa da patente pelo seu proprietário; através da venda da patente ou, finalmente, pelo licenciamento dos direitos de exploração da patente a terceiros.

Quanto vale uma patente?
O valor atribuído a uma patente depende de um conjunto alargado de factores, tais como, por exemplo, os motivos que determinam a avaliação, o seu status em termos de exploração e a natureza do destinatário da avaliação.
Assim, por exemplo, a avaliação de uma patente será muito diferente se esta se encontrar a ser explorada no âmbito de uma actividade comercial corrente ou se esta fizer parte da massa falida de uma determinada empresa.

O que se avalia numa patente?
Quando se avalia uma patente é importante que a mesma seja encarada não apenas na sua perspectiva legal (direito exclusivo), mas também na sua perspectiva técnico-científica, pois aí reside o seu valor intrínseco. Existem outros factores importantes a ter em conta, tais como: o grau de desenvolvimento da tecnologia patenteada; a dimensão do mercado alvo; as barreiras à entrada nesse mercado e o nível de protecção, de concentração e de saturação tecnológica desse mercado.

Quais as razões para se avaliar uma patente?
As razões que levam à necessidade de efectuar uma avaliação de uma patente ou carteira de patentes podem ser determinadas por factores internos ou externos:

  • Internas
    • Optimização dos custos com a gestão do portfolio de patentes
    • Alinhamento da estratégia de PI com a estratégia de negócio
    • Remuneração dos inventores
  • Externas
    • Necessidades de Financiamento
    • Para efeitos de Licenciamento
    • Em caso de Fusões ou Aquisições
    • Para efeitos contabilísticos
    • Para efeitos de “enforcement” da patente (perdas e danos decorrentes da infracção)

Quem é o beneficiário/destinatário da avaliação?
Os motivos que determinam a necessidade de efectuar uma avaliação de uma patente podem ser da mais diversa índole, variando também a natureza dos próprios destinatários da avaliação. Assim, a avaliação pode ser destinada a potenciais investidores ou financiadores (p. ex: capitais de risco, business angels, bancos, etc…) ou mesmo à própria organização titular da patente (p. ex: auditoria e controlo interno, gabinete de transferência de tecnologia, etc…).

Quais os indicadores para aferir o valor de uma patente?
Há um conjunto variado de indicadores que podem ser utilizados na avaliação de uma patente.
Por exemplo, o número de citações que uma determinada patente recebe em pedidos de patente e patentes posteriores (forward citations) é um dos mais relevantes indicadores do valor de uma patente. Com efeito, o número de citações posteriores que uma determinada patente recebe é revelador do seu valor científico e tecnológico o que, na maioria das ocasiões, acaba por se repercutir no seu valor económico.
Outros indicadores/factores de avaliação utilizados com frequência são:

  • o número, âmbito de protecção e a “qualidade” das reivindicações;
  • a dimensão da “família de patentes” em que se enquadra a patente avaliada;
  • os resultados de eventuais oposições ao pedido de patente;
  • a capacidade de fazer valer e respeitar o direito no mercado (enforcement).

A conjugação destes indicadores/factores de avaliação irá influenciar, positiva ou negativamente a avaliação da patente.

O que referem as estatísticas?
Diversos estudos estatísticos realizados demonstraram que, em termos percentuais, o número de patentes com um elevado valor económico é relativamente baixo.
Em 2005, um estudo da PatVal-EU fez uma estimativa do valor económico das patentes através da análise de 9.000 patentes, tendo-se concluído que apenas 7,2% das patentes incluídas na amostra valiam mais de 10 milhões de Euros, enquanto que 68% valiam menos de 1 milhão de Euros.

Quais as formas de determinar o valor de uma patente?
As metodologias para aferir o valor de uma patente para efeitos de negócio podem dividir-se em dois grupos: quantitativos e qualitativos.
Os métodos quantitativos de apuramento do valor de uma patente ou de um portfolio de patentes destinam-se a determinar o valor financeiro da patente. Estes métodos enquadram-se em três categorias:

  1. Métodos de avaliação baseados nos custos: estes métodos de apuramento do valor de uma determinada patente baseiam-se nos custos em que seria necessário incorrer para desenvolver uma patente com características similares ou equivalentes, tanto in-house como em out-sourcing. Esta é a metodologia normalmente utilizada em avaliações para efeitos contabilísticos.
  2. Métodos de avaliação baseados em transacções idênticas no mercado: estes métodos utilizam como critério principal de avaliação os valores de referência apurados em transacções de idêntica natureza realizadas recentemente no mercado. Para que estes métodos sejam fiáveis é necessário que exista um mercado activo no sector tecnológico em que se enquadra a patente sujeita a avaliação e que exista informação disponível e fiável sobre as transacções realizadas. São métodos particularmente falíveis quando o objecto da avaliação é uma patente que protege uma tecnologia disruptiva.
  3. Métodos de avaliação baseados em previsões de receitas: estes métodos de avaliação baseiam-se em previsões e projecções das receitas que a exploração económica da patente pode vir a gerar. Calculam assim o net present value da patente tendo por base as previsões das receitas futuras, subtraindo-lhe o valor dos juros.

Os três métodos apresentam vantagens e desvantagens e a escolha do método de avaliação a utilizar deve ser aferida caso a caso. Por outro lado, a escolha do método mais adequado para fazer a avaliação de uma patente depende também dos objectivos e dos destinatários da avaliação.
É, por isso, aconselhável recorrer a apoio profissional e legal sempre que surjam dúvidas ou questões.

Apresenta-se assim, um quadro meramente ilustrativo quanto às principais vantagens e desvantagens de cada um destes métodos: (clique aqui)

Os métodos mais utilizados pelas empresas são aqueles que se enquadram no terceiro grupo retratado no quadro: Métodos de avaliação baseados em previsões de receitas.

O que são os métodos qualitativos e quando são utilizados?
A avaliação quantitativa apenas nos dá uma indicação do valor financeiro estimado da patente e este resultado é muitas vezes insuficiente sobretudo quando se pretendem utilizar os resultados da avaliação para definir estratégias de negócio futuras.
A avaliação qualitativa vai mais longe na análise da patente, na medida em que permite identificar as forças e fraquezas ou fragilidades da patente, utilizando um esquema de análise que permite identificar e pontuar diferentes factores e variáveis relacionados com a patente.
Por exemplo: Enquanto que o resultado da avaliação quantitativa de uma patente pode ser: esta patente vale 50.000€, o resultado de uma avaliação qualitativa será: “Esta patente protege uma tecnologia de importância estratégica para o atraente mercado a que se destina; demonstra um excelente potencial de aplicação efectiva, mas a tecnologia que protege carece ainda de significativos investimentos”.
Os métodos de avaliação qualitativa são frequentemente utilizados no apoio à definição da estratégia de gestão de PI das empresas e instituições de I&D. São assim usadas para comparar, categorizar e classificar as patentes que integram um determinado portfolio de patentes, sendo também importantes instrumentos de apoio aos serviços de Vigilância Tecnológica e Inteligência Competitiva.

 
  • Serviços Online
  • Pesquisas
  • Boletim da PI
  • Marcas
  • Patentes
  • Design
  • B2B
Academia de PI INPI Internacional Biblioteca Digital Observatório da PI Anti-Contrafacção Valorização da PI